quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A advocacia e sua essencialidade à dignidade humana

Por Marcelo Malizia Cabral, Juiz de Direito Diretor do Foro de Comarca de Pelotas, RS

Créditos foto:
Assessoria de Comunicação Social
Direção do Foro de Pelotas
Neste mês de agosto quero render minhas mais sinceras homenagens a estes homens e mulheres que dedicam suas vidas a lutar pela realização dos direitos de seus semelhantes: os advogados.

No exercício da atividade de magistrado há vinte anos conheci e convivo diariamente com advogados que buscam diariamente, de modo transparente, profissional e com muita dignidade, alcançar aos indivíduos, seus clientes ou assistidos, os direitos proclamados pela Constituição e pelas Leis da República.

Os advogados acolhem as pessoas em situação de dor, de desespero, de desesperança, de desilusão, pessoas agredidas, fragilizadas, desrespeitadas. Ouvem, estudam suas situações jurídicas, seus casos e procuram, por meio do direito, devolver-lhes ou alcançar-lhes o que lhes foi usurpado, a paz, a esperança, a dignidade.

Pelas mãos de valorosos advogados testemunhei crianças serem salvas de situações de violência, o meio ambiente ser preservado, idosos recuperarem a possibilidade de viver em condições mínimas de humanidade, trabalhadores receberem seus direitos, consumidores alcançarem um produto ou serviço que lhe fora prometido, filhos reaverem o direito de conviver com seus pais e de se alimentarem dignamente.

Também pelo labor de bons advogados presenciei seres humanos em situação de vulnerabilidade ter sua moradia respeitada, obter direito à educação pública para seus filhos, conseguir realizar uma cirurgia, obter um medicamento ou um tratamento para a garantia de sua vida e saúde.

Presenciei, igualmente, pelo ofício de nobres advogados, vítimas de crimes obterem a reparação dos danos sofridos, inocentes livrarem-se de uma prisão injusta e, de outro lado, também por seu trabalho, presenciei a busca e a consecução da punição de criminosos.
Exatamente por estes e por outros tantos fatos que poderia relatar em infindáveis linhas, posso afirmar com toda a certeza e serenidade que os advogados são essenciais não apenas à administração da justiça, como apregoa a Lei Maior, mas são imprescindíveis à dignidade humana.

Merecedores, deste modo, de toda a reverência e homenagem, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, por meio da Direção do Foro da Comarca de Pelotas, está organizando uma série de atividades com o objetivo de destacar e reconhecer a relevância deste profissional que defende nossos direitos, nossa honra, nossa dignidade, nossa vida.

Peço licença para encerrar com palavras de Ruy Barbosa, patrono dos advogados: “Advogado, afeito a não ver na minha banca o balcão do mercenário, considero-me obrigado a honrar a minha profissão como um órgão subsidiário da justiça, como um instrumento espontâneo das grandes reivindicações do direito, quando os atentados contra ele ferirem diretamente, através do indivíduo, os interesses gerais da coletividade."

A estes advogados, meu respeito, admiração e gratidão.


Assessoria de Comunicação Social da Direção do Foro da Comarca de Pelotas.
Endereço: Avenida Ferreira Viana, n.º 1134, Pelotas, RS, CEP 96085.000.
Atendimento ao público: de segundas a sextas-feiras, das 9h às 18h.
Fone: (53) 32794900

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Marines Suares - Mediacion: Conduccion de Disputas, Comunicaccion y Tecnicas

Por Adriana Leite, Josiane Magalhães e Marilena Barônio
Marines Suares, Argentina, Psicóloga, Mediadora Familiar, Docente e formadora de Mediadores, autora de grandes e exitosos livros de Mediação, dentre eles o Livro Mediacion: Conduccion de Disputas, Comunicaccion y Tecnicas, composto por 309 páginas, da Editora Paidos Iberica, edição argentina, aborda que o ser humano é capaz de ser protagonista da sua vida e de seus conflitos, tomar decisões e ser responsáveis por elas. Suares convida-nos a acreditar no respeito, na confiança e na solidariedade e defende o potencial educativo da Mediação, como um procedimento de coconstrução de definições que tem características de deuteroaprendizagem (a capacidade de aprender a aprender), em que os atores do conflito assimilam e se tornam capazes de reproduzir esse modo cooperativo de atuar diante do problema. 
A autora propõe técnicas de aplicação para a resolução do conflito, levando sempre em consideração o pilar mestre que é a comunicação. As técnicas propostas pela escritora baseiam-se no empoderamento das partes, no reconhecimento do outro que se atinge com perguntas reflexivas, entre outras, gerando assim, oportunidades de construção de novos modos de se relacionar com o outro. A escritora alicerça seus estudos nos fundamentos teóricos do modelo circular narrativo de Sara Cobb, que tem como partida o entendimento de que estamos num período de exacerbação dos conflitos, étnicos, econômicos, sociais, políticos, religiosos, culturais, familiares, penais, comunitários e, necessitamos de novas teorias do conflito que não sejam limitadas pelo positivismo lógico e que  sejam sensíveis ao contexto, a interação, a cultura, ao poder e ao discurso.